Bahia, 15 de fevereiro de 2019 às 23:23 - Escolha o idioma: pt Português

Preso o advogado acusado de tentar matar polícia civil


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Advogado acusado de tentar matar policial se apresenta: ‘Tive oportunidade, mas não tive intenção de matar’

Orlando Freire disse que o vídeo que está sendo divulgado foi editado.

O advogado acusado de agredir e tentar matar um investigador da polícia civil e um caminhoneiro após um show, no último domingo (10), foi apresentado à Juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri de Feira de Santana, por volta das 11h30 desta quarta-feira (13), no Fórum Desembargador Filinto Bastos.

Acompanhado pelo advogado Joari Wagner, Orlando Freire foi ouvido pela juíza, que decretou sua prisão preventiva, e em seguida ele foi para o Complexo de Delegacias, no bairro Sobradinho, para prestar depoimento à delegada Bianca Torres.

Ao se deparar com repórteres de diversos veículos de imprensa, ele declarou que agiu com emoção e que não teve a intenção de matar.

“Eu tive até a oportunidade, mas não tive intenção nenhuma de matar nenhum dos dois. Me excedi, mas em um momento oportuno, meu advogado vai esclarecer os fatos. Peguei a arma do policial porque eu não sabia se o outro rapaz estava com ele ou não, e eu queria garantir a minha integridade física. Minha e da minha mulher. Eu fui ameaçado outrora. O vídeo está editado, eu gostaria que vocês vissem o vídeo completo. Eu estava no meu carro para ir embora, ele veio atrás de mim”, declarou.

O advogado Orlando Freire disse também que foi agredido primeiro. “Eu estava de costas, fui empurrado uma vez, pensei que era coisa de festa, virei para trás, olhei e não vi ninguém. Continuei na festa, tranquilo, estava com minha esposa e meus amigos, depois aconteceu pela segunda vez e fiquei parado. Será que eu invadi o espaço de alguém? Aí na terceira vez, eu virei e perguntei: ‘ô rapaz o que é isso? Virei, já tomei um soco na cara’”, relatou.

 

O Acorda Cidade questionou sobre a arma do policial e ele disse que não tomou a arma. “Eu não tomei a arma dele, o que aconteceu é que no calor da emoção, eu fui de frente com ele, mas em momento algum eu tive intenção de matar, eu disse tá vendo eu poderia ter tirado sua vida?”, disse sem explicar como a arma foi parar na mão dele.

. Após depoimento, advogado acusado de tentar matar policial civil é encaminhado para o presídio

O advogado de defesa afirmou que o cliente reconhece que se excedeu na agressão, porém não houve a intenção de matar.

Após se apresentar à Juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri de Feira de Santana, e prestar depoimento na delegacia, o advogado acusado de agredir e tentar matar um investigador da polícia civil e um caminhoneiro após um show, no último domingo (10), Orlando Freire, foi encaminhado para o conjunto penal de Feira de Santana no final da tarde desta quarta-feira (13).

 

De acordo com a delegada Bianca Torres, em resumo, durante depoimento, o advogado alegou legítima defesa. “Ele se contradisse algumas vezes e disse que em nenhum momento a intenção foi de matar o policial. Disse que foi ameaçado e agredido verbalmente e por isso perdeu a paciência e acabou em vias de fato. Ele disse que houve a primeira agressão no interior da festa, que foi empurrado, mas que não sabe identificar por quem. Quando virou, segundo ele, foi agredido pelo policial. Disse ainda que ao entendimento dele o vídeo foi editado. Mas apuramos, pegamos as imagens e entendemos que a intenção dele foi de matar”, afirmou.

Sobre a mulher do advogado que presenciou toda a cena, a delegada Bianca Torres informou que ela não cometeu crime algum. “Na verdade, ela tentou segurar ele para que não começassem as agressões, já a ouvimos e nada vai acontecer em relação a ela”.

Sobre a alegação do advogado Orlando Freire de que não atirou no policial, apenas teria apontado a arma na cabeça dele, a delegada afirmou que a polícia já pediu a perícia da pistola para ter certeza, a partir do laudo, se houve realmente uma falha técnica na arma e ele não concluiu o disparo por conta disso.

Com relação ao caminhoneiro que tentou defender o policial, a delegada informou que o acusado disse que deflagrou o tiro apenas para se defender. “Ele disse que o caminhoneiro fugiu e ele achou que poderia ter uma arma dentro do caminhão, então ele deflagrou o tiro”.

O que diz a defesa

Orlando Freire se apresentou acompanhado do advogado de defesa Joari Wagner, que esclareceu que no momento está na fase do inquérito policial.

“É importante que façamos a seguinte distinção: ainda estamos na fase do inquérito policial e a partir da prisão preventiva dele vai ter um prazo de 10 dias para ser finalizado, então não há uma acusação formal. Isso só vai ocorrer quando o MP receber esses autos do inquérito, oferecer a denúncia e a partir daí ele vai responder ao processo penal. Aqui então ele está indiciado por tentativa de homicídio, mas pode ser que a autoridade policial que preside o feito, no término do inquérito, entenda que houve outro tipo penal que não seja a tentativa de homicídio”, explicou.

O advogado de defesa disse ainda que preferiu apresentar o cliente à autoridade judiciária que decretou a prisão preventiva, onde foi feita a audiência de custódia. “A apresentação espontânea dele perante a autoridade judiciária foi a melhor opção naquele momento. De lá ele foi encaminhado à autoridade policial, onde prestou depoimento. Ele está indiciado por dupla tentativa de homicídio, porém, segundo a versão dele, não houve a intenção de matar”, disse.

O advogado de defesa Joari Wagner afirmou também que o cliente reconhece que se excedeu na agressão, porém afirma que se realmente quisesse matar, tanto o caminhoneiro quanto o policial, teria feito, mas essa não foi a intenção.

“Ele não alegou legítima defesa, ele informa justamente que teve a luta no interior da festa e no estacionamento mais uma vez. Ele informa que queria ir embora do local com a esposa e o policial o aborda no caminho. Então no meio da discussão ocorre a briga. Quando ele pega a arma de fogo ele apenas profere algumas palavras ao policial. Ele disse que falou da seguinte forma: ‘Eu não vou lhe matar, pois não é minha índole. Se fosse você, o faria’. Dalí ele seguiu para outro destino”.

 

Com informações do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade