Bahia, 25 de março de 2019 às 04:57 - Escolha o idioma: pt Português

Engenheiros e arquitetos da prefeitura se dizem desvalorizados por não participarem de projeto para requalificação do centro da cidade


Por: - Crédito da Foto:


 

O engenheiro Nivaldo Bellas Vieira Filho, explicou que tanto os arquitetos, como os engenheiros se sentem desvalorizados e percebem a falta de comprometimento da prefeitura com o tesouro público.

A Associação dos Servidores Municipais de Engenheiros e Arquitetos de Feira de Santana (Asmea- FSA) realizou nesta segunda-feira (11), um pronunciamento para a imprensa em Feira de Santana e apresentou para a sociedade a defesa em relação as declarações da prefeitura, explicado os motivos de ter contratado uma empresa para desenvolver o projeto de requalificação do centro da cidade.

O engenheiro Nivaldo Bellas Vieira Filho, explicou que tanto os arquitetos, como os engenheiros se sentem desvalorizados e percebem a falta de comprometimento da prefeitura com o tesouro público. Segundo ele, o edital de requalificação do centro da cidade foi desenvolvido com valores altos e despesas que não devem ser gastas pelo município. Os servidores municipais ficaram de fora do projeto, uma vez que será uma empresa terceirizada que irá executar o serviço. No dia 7 de fevereiro a Asmea solicitou uma audiência com o prefeito para discutir sobre o assunto, mas não foi atendida.

“Ele não nos atendeu e nunca deu uma satisfação. No mesmo dia ele, em pronunciamento, disse que a gente não podia ter pretensões de desenvolver o projeto porque a empresa que ia desenvolver já estava contratada e aí foi uma surpresa para nós. Procuramos saber sobre isso e veio também a informação da questão salarial que está envolvida no edital. Onde um profissional da empresa custa para o município 36 mil reais e nós custamos para o município em torno de 3,5 mil.Quer dizer, como é que paga para um profissional terceirizado 36 mil e para o profissional da casa 3,5 mil? E além da questão salarial existem outras questões envolvidas”, declarou.

Nivaldo disse que embora haja as alegações que os engenheiros e arquitetos servidores municipais não têm condições técnicas para desenvolver o projeto, as categorias têm plena certeza que tem possibilidade de executar o trabalho, e além disso podem fazer a fiscalização da obra e promover uma economia de 2,7 milhões para o município.

“A secretaria de gestão de convênios foi criada para gerir convênios e contratos com órgãos públicos, contratos especiais. Cria-se uma estrutura com secretário, diretores, chefes funcionários para gerir contratos e quando chega a hora de gerir um contrato diz que a prefeitura não tem condições de gerir. Aí passa para os terceirizados e não vemos a necessidade disso com relação a projetos. Realmente o tempo hoje é curto para desenvolver alguns projetos sendo três meses apenas. Só que esse projeto vem sendo conversado entre membros do administrativo da prefeitura há mais de um ano. Então se aqui existe alguma coisa, algum motivo para se pagar 5 milhões a mais porque não temos tempo hábil, porque não temos capacidade de gestão técnica, não faz sentido”, frisou.

Nivaldo ressaltou ainda que o pronunciamento para a imprensa dos arquitetos e engenheiros é uma forma de comunicar a sociedade a respeito das coisas que acontecem na prefeitura de Feira de Santana.

“Nós levamos ao conhecimento da Associação dos Arquitetos e de Engenheiros e a instituição ao ouvir nosso pronunciamento tomou a iniciativa de entrar no Ministério Público (MP). Eles já fizeram isso e agora nós achamos por bem tomar essa iniciativa de uma forma mais ampla, pois engenheiros e arquitetos de Feira de Santana não participaram da confecção desse edital e nem tampouco da confecção desta planilha orçamentária que compõe o edital. Vamos continuar a nossa conversa com o prefeito, queremos valorização. Nós precisamos ser mais ouvidos pelos gestores públicos, porque desde que criamos a associação dissemos que queríamos ser ouvidos”, concluiu.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.